Um dos aspetos mais importantes de gerir um saldo, é planificar para os altos e baixos no decurso de um jogo de casino. Todas as sessões são diferentes. Ocorrerão vitórias e perdas. Por vezes, o jogo não resultará nem em ganhos nem em perdas. Ocasionalmente, acontecerão ganhos, e para aqueles que se mantêm alerta, poem evitar-se catástrofes financeiras.Variação

No mundo do jogo, designa-se como “Variação” a descrição dos resultados a curto prazo, que podem diferir dos resultados expectáveis. Na estatística, a variação relaciona-se com a volatilidade, e pode ser definida como uma equação matemática, em que “V” designa variação, e “σ” é o desvio-padrão do jogo (Atenção: a fórmula para σ e uma tabela com os valores para os vários jogos pode ser consultada na secção “Volatilidade” no nosso site).

Apesar da equação resultar sempre num número positivo, deve notar-se que a Variação pode ser usada para quantificar a probabilidade de resultados positivos (ganhar mais do que o esperado), ou negativos (perdas que excedem as expetativas). Na prática, é um indicador muito útil para administrar o dinheiro e precaver contra sessões de jogo potencialmente ruinosas.

Desenvolver uma Estratégia de Saldo

É sabido que a maioria dos jogos de casino favorece a casa, e espera-se que os jogadores percam na mesma proporção que a vantagem da casa, a longo prazo. Contudo, conhecer a variação do jogo pode ajudar a quantificar o risco a curto prazo, o que é muito mais importante para o jogador, do que saber qual a vantagem da casa. Isto porque a volatilidade de um jogo rege os resultados a curto prazo.

Tomemos como exemplo um jogador que coloca 1000$ numa mesa de Blackjack com regras favoráveis, com uma vantagem da casa de apenas 0,4%. Se nos basearmos apenas no valor da vantagem da casa, pode esperar-se que 4$ serão perdidos na sessão de jogo. Contudo, quando se aplica o cálculo da Variação, e o desvio-padrão para este jogo em particular é de 1,32, começam a perfazer-se cenários distintos, e podem identificar-se riscos.

Suponhamos que um jogador decide apostar 1000$, colocando apostas fixas de 10$ em cada mão, sem nunca variar o montante apostado. A Variação indica que 10% do tempo, ao jogar numa sessão de 100 mãos, o valor de perda expectável é de 150$. Mais ainda, espera-se 0,01% de possibilidade de perder 430$, ou seja, uma realidade bem diferente dos 4$ iniciais.

Por outro lado, ao utilizar 1000$ em apostas fixas de 2$ cada, durante 500 apostas, os cálculos de Variação produzem 10% de probabilidades de perder 66$, e uma perda expectável de 190$ apenas 0,01% do tempo. As apostas pequenas numa sessão de jogo longa são claramente vistas como menos arriscadas, mas o outro lado da moeda é que os ganhos serão reduzidos proporcionalmente. Para lá dos números, a questão essencial é saber quanto o jogador está disposto a arriscar.

Variação em Ação

Dado que a Variação é uma espada de dois gumes, este indicador pode ser o maior aliado e o maior inimigo do jogador. Jogos com um grande grau de variabilidade, e desta forma com grande Variação podem não ter um comportamento “normal” a curto prazo. Uma máquina de vídeo poker pode “ficar quente” ou “tornar-se fria”. Os atiradores de Craps podem ter uma maré de sorte ou perder o “toque”. A Variação explica o porquê dos jogadores de Keno marcarem blocos de números consecutivos ou os jogadores da roleta duplicarem a aposta num número vencedor, à espera de que a vitória se repita.

Por causa da Variação, todos os jogos de Bónus de casino online parecem ter por vezes uma espécie de sucessão de resultados, tal como já explicámos detalhadamente noutra secção deste site. Ao ter conhecimento deste facto, os jogadores podem preferir participar em jogos com alta Variação, jogar por curtos espaços de tempo e tentar tirar partido dos resultados em série que ocorram. Contudo, estes jogadores deverão também compreender as consequências desta estratégia, tal como se encontra espelhado vezes sem conta na história do casino.

O melhor exemplo da Variação utilizada da pior maneira é a Falácia de Monte Carlo. Aconteceu a 18 de agosto de 1913, quando os croupiers das mesas de roleta do Casino de Monte Carlo obtiveram 26 vezes sucessivas números de cor preta. Os apostadores nesse dia perderam milhões de francos ao apostar no vermelho, pensando erradamente que os resultados equilibrar-se-iam através de resultados sucessivos nos números vermelhos.

Talvez tivessem pensado corretamente, mas não a curto prazo. Em 1943, a cor Vermelha ganhou 32 vezes sucessivas num casino na América. Obviamente, a maioria dos jogadores começaram a apostar na cor preta muito antes da série ter terminado. É assim a Variação extrema em ação.